Ary Scheffer. Domínio público, via Wikimedia Commons.
SantoSanta Mônica
Mônica nasceu em 331, em Tagaste, hoje Souk Ahras, na Argélia, embora haja controvérsia sobre a data. Foi criada por uma serva da casa, de quem recebeu, segundo as tradições, educação e rígidos ensinamentos religiosos.
O casamento
Casou-se aos dezessete ou dezoito anos com Patrício. O casal tinha posição social razoável, mas Mônica não era feliz: sofria com a infidelidade do marido, homem de temperamento difícil.
Mesmo sofrendo, nunca criou discórdia dentro de casa. Patrício converteu-se pouco antes de morrer.
Os anos de choro
Foi mãe de Santo Agostinho. Durante toda a adolescência do filho e até o batismo dele, Mônica vivia entre lágrimas, lamentando o caminho que ele seguia — o maniqueísmo, a vida desregrada, a recusa de ouvir — e rezando sem parar para que chegasse à fé.
Um bispo a quem ela foi pedir ajuda, cansado da insistência, disse-lhe a frase que ficou: é impossível que se perca o filho de tantas lágrimas.
Ela o seguiu pelo Mediterrâneo. Quando Agostinho fugiu de barco para a Itália para se livrar dela, foi atrás.
O reconhecimento do filho
O próprio Agostinho reconheceu nela o alicerce espiritual que o levou à fé verdadeira, a ponto de chamá-la de intermediária entre ele e Deus, e atribuiu a um sonho da mãe o passo definitivo da sua conversão.
Está tudo escrito nas Confissões, por ele, e é das páginas mais bonitas que um filho já escreveu sobre a própria mãe.
O que fica
Morreu em 387, em Óstia, pouco depois de ver o filho batizado. Disse que já não tinha o que fazer neste mundo.
A Igreja a celebra em 27 de agosto — um dia antes da festa de Agostinho, na ordem em que as coisas de fato aconteceram.
Escrita a partir do verbete da Wikipédia em português sobre Mônica de Hipona.
Padroeiro(a) de: Padroeira das mães e das esposas · Festa em 27 de agosto