Santa Rosa de Lima

Claudio Coello. Domínio público, via Wikimedia Commons.

Santo

Santa Rosa de Lima

Nasceu em Lima, no Peru, em 20 de abril de 1586. O nome de batismo era Isabel Flores y Oliva, mas a beleza da criança fez com que a chamassem de Rosa, e ela mesma acrescentou o de Santa Maria.

Era a terceira dos onze filhos de Gaspar de Flores, espanhol, arcabuzeiro nas tropas do Vice-Rei, e de Maria Oliva, limenha.

A casa pobre

Os biógrafos são claros: a família não era rica e vivia com dificuldade. O soldo do pai não dava, e os filhos cresceram trabalhando.

Rosa desenvolveu muitos talentos manuais — a costura, o bordado e o cultivo de rosas e flores no jardim de casa, que ela vendia. Boa parte do sustento da família saiu das mãos dela.

O quarto nos fundos

Pertenceu à Ordem Terceira Dominicana, vivendo em casa, sem convento. Desde jovem se destacou pela vida de oração, pela austeridade e pela dedicação aos pobres e aos enfermos.

Montou um cômodo nos fundos da casa dos pais para receber crianças abandonadas, idosos e doentes que não tinham onde cair mortos — na prática, o primeiro serviço de assistência social do Peru, feito por uma moça que também precisava trabalhar para comer.

O que fica

Morreu em Lima, em 24 de agosto de 1617, aos trinta e um anos.

A fama de virtude e de milagres se espalhou depressa, e o papa Clemente X a canonizou em 1671. É venerada como padroeira do Peru, da América Latina, das Filipinas e das Índias Ocidentais, e é lembrada como a primeira santa nascida na América a ser reconhecida pela Igreja.

Não saiu de Lima, não fundou ordem nenhuma e não escreveu livro. Fez o que dava para fazer no quintal de casa — e a Igreja entendeu que isso bastava.


Escrita a partir do verbete da Wikipédia em português sobre Rosa de Lima.

Padroeiro(a) de: Padroeira da América Latina · Festa em 23 de agosto

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