Fotografia de 1980, na estação Lime Street, em Liverpool. CC0, via Wikimedia Commons.
SantoSanta Teresa de Calcutá
Anjezë Gonxhe Bojaxhiu nasceu em Skopje, em 26 de agosto de 1910, numa família albanesa de três filhos. Considerava 27 de agosto, dia do batismo, como o seu verdadeiro aniversário. Mais tarde naturalizou-se indiana.
Aos dezoito anos fez os primeiros votos nas Irmãs de Nossa Senhora do Loreto, na Irlanda, e seguiu para a Índia como professora de colégio.
O chamado dentro do chamado
Já religiosa havia quase vinte anos, sentiu um segundo chamado: deixar a escola e ir viver entre os mais pobres, na rua. Saiu do convento com uma ideia e um sári branco de barra azul.
Fundou as Missionárias da Caridade, cujo carisma é o serviço aos mais pobres dos pobres pela vivência do Evangelho. A Santa Sé aprovou a congregação em 1965, e entre 1968 e 1989 ela se espalhou por países tão diferentes quanto Albânia, Rússia, Cuba, Palestina, Austrália e China. Em 2015 contava com mais de cinco mil membros em 139 países.
Pelo serviço aos pobres ficou conhecida ainda em vida como a "Santa das Sarjetas". Recebeu o Prêmio Templeton em 1973 e o Nobel da Paz em 17 de outubro de 1979.
A escuridão
As cartas dela a diretores espirituais, publicadas em 2007 no livro Venha Ser Minha Luz, revelaram o que quase ninguém suspeitava: durante décadas não sentiu a presença de Deus na oração.
Em 1956 escreveu: "Tão profunda ânsia por Deus — e... repulsa, vazio, sem fé, sem amor, sem fervor. Reze por mim para que eu continue sorrindo para Ele apesar de tudo."
E depois, ao padre Neuner, a frase que explica a vida inteira dela: "Pela primeira vez ao longo de onze anos, cheguei a amar a escuridão — pois agora acredito que ela é uma parte, uma parte muito pequena, da escuridão e da dor de Jesus neste mundo."
Alguns leram nas cartas uma dúvida sobre a existência de Deus. A Igreja respondeu que outros santos passaram pelo mesmo, e que o testemunho dela está justamente aí: levantava de madrugada, ia à Missa e saía para a rua recolher moribundos sem o consolo que se imagina em quem faz isso. A fé dela não era um sentimento bom. Era uma decisão repetida todos os dias.
O que fica
Morreu em Calcutá, em 5 de setembro de 1997, aos 87 anos, de ataque cardíaco, enquanto preparava uma celebração em memória de uma amiga. O enterro foi tratado como funeral de Estado.
Foi beatificada em 2003 por João Paulo II e canonizada em 2016 pelo papa Francisco, na Praça de São Pedro.
O trabalho dela também recebeu críticas em vida, sobretudo quanto às condições das casas onde acolhia os moribundos. O registro fica, como fica o essencial: numa cidade que passava por cima de quem caía na calçada, ela parava e levava para casa.
Escrita a partir do verbete da Wikipédia em português sobre Madre Teresa de Calcutá.
Padroeiro(a) de: Fundadora das Missionárias da Caridade · Festa em 5 de setembro