Domínio público, via Wikimedia Commons.
SantoSanto Afonso Maria de Ligório
Afonso nasceu em Marianella, perto de Nápoles, em 27 de setembro de 1696, o mais velho de sete filhos de uma família nobre empobrecida. A miopia e a asma fecharam a carreira militar, e o pai o encaminhou para o direito.
Formou-se doutor em direito civil e canônico aos dezesseis anos. Contava depois que era tão pequeno na ocasião que quase se afogou na própria toga de doutor, e que a plateia inteira riu.
O caso perdido
Tornou-se advogado de sucesso. Mas já escrevia a um amigo: "nossa profissão é cheia demais de dificuldades e perigos; levamos uma vida infeliz e corremos o risco de morrer de uma morte infeliz."
Aos 27 anos perdeu um caso importante — o primeiro em oito anos de banca. Largou a profissão. Relatou depois ter ouvido uma voz interior dizendo: "Deixe o mundo e entregue-se a mim."
O pai se opôs. Chegaram a um acordo: estudaria para o sacerdócio, mas morando em casa. Foi ordenado em 1726, aos trinta anos.
A velha mais pobre da igreja
Passou os primeiros anos de padre entre os sem-teto e os jovens marginalizados de Nápoles, e ficou popular por uma razão que ele mesmo explicava: "Nunca preguei um sermão que a velha mais pobre da congregação não pudesse entender."
Em novembro de 1732 fundou a Congregação do Santíssimo Redentor, os redentoristas. Em 1762 foi nomeado bispo de Sant'Agata de' Goti.
O que escreveu
Publicou nove edições da sua Teologia Moral ainda em vida, além de obras devocionais. É dele a Via-Sacra que as paróquias rezam na Quaresma, e as Glórias de Maria.
Era contra o rigorismo que afastava os fiéis do confessionário, e é por isso que se tornou o padroeiro dos confessores.
O que fica
Morreu em 1º de agosto de 1787. Foi canonizado em 1839 e proclamado Doutor da Igreja em 1871.
Escrita a partir do verbete da Wikipédia em português sobre Afonso de Ligório.
Padroeiro(a) de: Doutor da Igreja; padroeiro dos confessores · Festa em 1º de agosto
Oração a Santo Afonso Maria de Ligório
Meu Deus e meu tudo, apesar de minhas ingratidões e negligências em Vos servir, continuais a me atrair ao Vosso amor. Aqui estou, e não quero resistir mais. Quero renunciar a tudo para pertencer só a Vós. Além de tudo, Vós me tendes obrigado a Vos amar. Eu me encantei convosco e quero a Vossa amizade.
Como posso amar outra coisa, depois de ter Vos visto morrer de dor numa cruz para me salvar? Como poderei contemplar-Vos morto, consumido nos sofrimentos, sem Vos querer bem com todo o meu coração? Sim, Redentor meu, amo-Vos com toda a minha alma e não tenho outro desejo senão Vos amar nesta vida e por toda a eternidade.
Jesus, minha esperança, minha força e meu consolo, dai-me força para que eu Vos seja fiel. Dai-me luz, fazei-me conhecer as coisas de que me devo desapegar; ajudai-me para que em tudo eu Vos queira obedecer.
Jesus, eu me ofereço e me abandono inteiramente em Vós, satisfazendo o desejo que tendes de unir-Vos comigo, a fim de unir-me Convosco, meu Deus e meu tudo! Vinde Jesus, possuí todo o meu ser, atraí para Vós todos os meus pensamentos e todos os meus afetos.
Renuncio a todos os meus caprichos, a todas as consolações, a todas as criaturas. Só Vós me bastais. Dai-me a graça de não pensar senão em Vós, não desejar senão a Vós, meu Deus e único bem.
Maria, Mãe de Deus, alcançai-me a graça da perseverança.
Texto publicado por Canção Nova. Os direitos pertencem aos seus detentores.