São Sebastião

Marco Palmezzano. Domínio público, via Wikimedia Commons.

Santo

São Sebastião

Sebastião nasceu por volta de 256, em Narbona, e foi cidadão de Milão. O nome vem do grego sebastós, que quer dizer venerável.

Dentro da guarda do imperador

Segundo atos antigos atribuídos a Santo Ambrósio de Milão, alistou-se no exército romano por volta de 283 com uma intenção só: firmar o coração dos cristãos que fraquejavam diante da tortura.

Era estimado pelos imperadores Diocleciano e Maximiano, que o queriam sempre por perto e, sem saber que era cristão, o fizeram capitão da guarda pretoriana. Durante anos visitou presos, socorreu condenados e sustentou quem estava prestes a negar a fé — fardado, por dentro do sistema que os matava.

As flechas

Por volta de 286, a brandura com que tratava os prisioneiros cristãos levou o imperador a julgá-lo como traidor e a mandar executá-lo a flechadas. São as flechas que ficaram sendo o seu sinal na arte.

Foi dado por morto e atirado num rio. Mas não havia morrido: foi encontrado e socorrido por Irene, também venerada como santa.

A segunda vez

E aqui está o que a arte quase nunca mostra. Curado, Sebastião não fugiu. Apresentou-se outra vez diante de Diocleciano, para dizer na cara dele exatamente o que já havia dito.

Dessa vez não houve engano. Morreu em 20 de janeiro de 288, durante a perseguição movida por Diocleciano.

O que fica

É o padroeiro da cidade do Rio de Janeiro, fundada no dia da festa dele, e a devoção contra as epidemias é antiga em todo o Brasil — nasceu das pestes que varreram a Europa, quando as cidades se entregavam à sua proteção.

A imagem conhecida é a do corpo trespassado de flechas. A história verdadeira é a do homem que levantou e voltou.


Escrita a partir do verbete da Wikipédia em português sobre Sebastião de Narbona.

Padroeiro(a) de: Padroeiro da cidade do Rio de Janeiro · Festa em 20 de janeiro

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