Buenos Aires, Argentina · 1992 a 1996
O milagre de Buenos Aires
Uma hóstia caída no chão foi posta na água, como manda o rito — e virou carne. O bispo que mandou examinar chamava-se Jorge Bergoglio.
- Onde
- Buenos Aires, Argentina
- Quando
- 1992 a 1996
- O que houve
- Carne e sangue
- Onde está hoje
- Paróquia Santa Maria, no bairro de Almagro, Buenos Aires (Argentina).
Na paróquia Santa Maria, no bairro de Almagro, aconteceu três vezes.
Em 1 de maio de 1992, sobraram partículas consagradas depois da comunhão. Como manda o rito, foram postas num recipiente com água, dentro do sacrário, para se dissolverem. Dias depois, apareceram manchas vermelhas.
Em 24 de julho de 1994, uma partícula no sacrário começou a inchar como se fosse sangue.
Em 18 de agosto de 1996, uma hóstia caiu no chão durante a Missa. Recolhida e posta na água, como sempre, em vez de se dissolver transformou-se numa substância sanguinolenta.
O bispo que mandou guardar
O caso foi levado ao bispo auxiliar de Buenos Aires, Jorge Mario Bergoglio — que dezessete anos depois seria eleito papa com o nome de Francisco.
Ele não fez alarde. Mandou fotografar e conservar a amostra, e esperar. Em 1999, autorizou que fosse examinada, sem dizer aos cientistas do que se tratava.
Os exames
O material foi analisado nos Estados Unidos. Entre os que o examinaram esteve o dr. Frederick Zugibe, cardiologista e médico-legista, professor da Universidade Columbia, que não sabia a origem da amostra.
O laudo dele descreveu músculo cardíaco — tecido do ventrículo esquerdo —, com glóbulos brancos vivos dentro, o que, disse, só seria possível se a amostra tivesse vindo de um coração ainda batendo. E havia sinais de que aquele coração estivera sob grande sofrimento.
Ao ser informado de que a amostra viera de uma hóstia guardada por anos num pote de água, respondeu que não tinha explicação científica para o que examinara.
O que a Igreja fez
A arquidiocese nunca promoveu o caso como espetáculo, e a Santa Sé não emitiu decreto. A relíquia está guardada na paróquia de Almagro e pode ser visitada.
O papa Francisco, perguntado sobre o assunto já no pontificado, manteve a discrição de sempre: o que importa não é o sinal, e sim o que ele aponta.
O que a Igreja reconheceu
Exames conduzidos entre 1999 e 2005 nos Estados Unidos, entre outros pelo dr. Frederick Zugibe, da Universidade Columbia, a pedido do então bispo auxiliar Jorge Mario Bergoglio.
Fontes
O texto desta página foi escrito pelo Lumen Ecclesiae a partir dos fatos documentados nas fontes acima.